Técnica da projecção do ponto

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A técnica de projecção através de triangulação é similar à da folha de trevo excepto que nesta se usa uma bússola para tirar azimutes e ajudar à determinação do 'ponto zero'.

Lembre-se que, como regra principal, é necessário estar sempre em movimento. Se abrandar ou parar a perca do azimute provocará que a seta deixe de apontar correctamente para o local suspeito (parecendo que aponta aleatóriamente para quaisquer outros lados), contudo a indicação da direcção, através de graus e de distância, continuarão a ser correctas - apenas a direcção da seta deixa de ser fiável. Assim, nestas condições, o uso da bússola vem substituir a indicação da seta permitindo determinar com bastante precisão a possível zona do 'ponto zero'.

Como proceder:

  • Certifique-se de que o GPSr está a usar o Norte magnético, que é o que lhe dá a bússola. Esta funcionalidade de escolha do tipo de Norte está normalmente disponível na configuração do aparelho.
  • Assim que se aproximar da zona, verifique os graus e a distância para o 'ponto zero' e anote a leitura do aparelho (ex: ponto a 65m na direcção 115º).
  • Usando a bússola, tire um azimute e analise cuidadosamente a área indicada em toda a sua extensão até um pouco além dos 65m (tem que calcular mentalmente o que com a prática se tornará fácil). Verificará que a direcção e distância o leva a imaginar uma linha que passa, por exemplo, à direita de um rochedo.
  • Progrida no terreno, circundando sempre no mesmo sentido, e verifique novamente os graus e distância para o 'ponto zero'. Anote novamente a leitura do aparelho (ex: ponto a 55m na direcção 240º).
  • Usando a bússola e tirando o azimute conforme a leitura do GPSr, verificará que ao longo desta nova linha imaginária veremos, por exemplo, que passa entre uma árvore e uma pilha de rochas mais pequenas, exactamente à esquerda do rochedo.
  • Continue a progredir em círculo, no mesmo sentido indicado anteriormente, e obtenha uma nova leitura agora do Sul, apontando para Norte (ex.: 47m na direcção 10º). Repetindo a obtenção do azimute com a bússola, veremos que a linha passa, desta vez, à esquerda da árvore e parece apontar para o rochedo já referido.

Analisando estas três leituras, respectivos azimutes e determinando o seu ponto de intersecção concluímos que o mesmo, o nosso 'ponto zero', se situa na base do rochedo.

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