Mandamentos

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Os 10 mandamentos do Geocaching. Ou talvez mais.

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Não destruas

Claro que ninguém vai passar propositadamente por cima da cache com um tractor. Mas é possível revolver o local de forma excessiva. A maior parte das vezes basta olhar, espreitar ou contemplar o local. Tentar perceber onde se está e o que se procura. Para espreitar debaixo de uma pedra não é necessário virá-la, para procurar numa parede, não serve de nada derrubá-la.

Já basta deixar um 'objecto estranho abandonado' num local. Não é preciso deixar marcas mais ou menos permanentes ou irreversíveis. Basta que digam que andaram lá uns tipos a espreitar por tudo quanto era buraco, não que andaram lá uns gajos a virar tudo do avesso. Pode ser preciso ser discreto. Ou seja, não proporcionar a terceiros a possibilidade de destruir uma cache. Por vezes a maior dificuldade de uma cache é poder chegar-lhe com as mãos depois de lhe termos chegado com os olhos.

Não te apresses

Antes de mais, é preciso chegar ao ponto zero. Quando se chega aí, a cache estará à distância de um, dois passos, ou na pior das possibilidades a meia dúzia. Por isso parar é importante. Descansar. Olhar à volta, perguntar onde esconderíamos uma cache nesse sítio. Provavelmente estará lá. Marcar o ponto zero. Desligar o gps e ligá-lo 5 minutos depois. Tem que se acertar outra vez. Se não, é provável que seja complicado.

Tem calma

Não se encontra? O que leva a dizer que não se encontra? O facto de não se encontrar! Só! Então porque se tem tendência a dizer que não está lá? Em 99% dos casos, está! Só que não se encontra. Daí a não estar vai a habilidade e a experiência. O que seria inocente e inócuo, se não fosse o caso de um onwer ir logo a correr verificar se esta tudo bem. E só não está em 1% dos casos. Afirmar que uma cache já não está no sítio é a pior forma de dizer que não se encontrou. Quase sempre só quer dizer que se é novato.

Faz o trabalho de casa

O que se procura? Viram-se as últimas informações? As coordenadas estão correctas? Quais foram os últimos logs? O onwer é de “confiança”? É difícil que alguém vá colocar uma cache muito longe do caminho mais próximo. É habitual nele? Tem jipe? Levou mulher, filhos e o cão? Quando o GPS te indica muitos metros, é melhor continuar a dar a volta. Pode-se sempre ir a direito, mas a culpa não é do owner se lá aparecerem estradas ou caminhos fáceis. Para colocar essa cache ele foi lá uma mão cheia de vezes. Se não houvesse caminho viável era provável que não a tivesse posto nesse local. Ou tinha feito um. Basta procurar.

Não alteres

Se alguém se deu ao trabalho de colocar uma cache dessa maneira, se alguém foi ao local uma mão cheia de vezes, se as opções do onwer foram essas, se o risco de ser dono de uma cache daquelas foi assumido, é assim que deve ficar. E no mesmo local, exactamente. Mesmo que não seja a melhor maneira, tudo deve ficar como foi encontrado. Não se concorda? Se for mesmo fundamental, um telefonema ao onwer e fica-se logo a perceber a razão daquela opção ou se combina a melhor variante.

Ajuda

Se for necessário substituir o saco de protecção, afiar o lápis ou recolher os restos mortais de uma cache, a melhor atitude é essa. Não se abandona uma cache destruída, não contribuamos para a perda de uma cache ou do seu conteúdo. Ao fim de um ou dois “founds” aquela cache já tem uma história que merece ser preservada. Essa função é obrigação de cada um que a procura, quer no local, quer posteriormente. O owner fez a cache para todos, só temos de ajudá-lo a mantê-la. Uma pequena manutençaõzinha mixuruca por cada um é a melhor ajuda que se pode dar a uma cache. E todas elas merecem.

Conta

Quando procurares uma cache faz sempre o teu log. Seja o vitorioso, seja o que promete vingança. É uma questão de respeito, com o owner e com os colegas. O owner fica a saber que alguém se deu ao trabalho de procurar uma cache dele. Os colegas, porque é sempre bom partilhar experiências e informações. Por mais que se seja cuidadoso na descrição, ao fim de alguns logs, já se consegue descobrir alguma coisa que não foi explicada, que não era clara. Já se fica a saber de que se trata. Há colegas que não se arriscam a procurar uma cache nova. Preferem esperar por “dicas”, opiniões, pequenas inconfidências. Faz parte. Outros preferem ser os primeiros, mesmo que se arrisquem mais que os seguintes.

Não ofendas

Por vezes não gostamos, a coisa correu mesmo mal ou aquilo é execrável. Mas há trabalho envolvido. Podemos ser parciais. Podemos exceder-nos. É fácil, muito fácil, terrivelmente fácil, que o sentido de uma crítica pública seja distorcido, empolado ou simplesmente injusto. Se rasgamos as calças, se o salto alto da namorada se partiu e ela aproveitou para nos trocar pelo vesgo do vizinho, ou se a maria/manel estava especialmente inoperante na noite anterior e for a cache a pagar, destruímos o trabalho de alguém que teve a simpatia de nos proporcionar o melhor que sabia ou podia. Logo no local ou em casa, posteriormente, damos-lhe cabo das orelhas, mas em privado. Afinal é só uma opinião. Provavelmente não mais voltaremos àquele lugar. Falem em privado, expliquem os pontos de vista, peçam correcções. Um log agressivo ou maldoso podia ser apropriado, mas não deixa de matar inutilmente uma cache.

Quem fez figuras tristes? A cache ou o achador? A caixita não, que estará feliz e contente naquele lugar há um bom par de meses. Quem tem toda a probabilidade de ter feito coisas estranhas e foi ineficaz foi o achador, nunca o taparuere. E isso é inevitável, faz parte da piada. É-se sempre mais bem visto quando contamos histórias com humor do que quando somos agressivos. Não se diz mal de uma cache.

Tens tempo

Depois de procurar a primeira, às vezes antes, fervilhamos de ideias fantásticas. É assim que nascem as GCM. Todos temos um par delas. Aquelas que faríamos de outra maneira depois de termos encontrado mais umas quantas. E definitivamente não faríamos quando tivéssemos encontrado muitas mais. Entretanto lá está. Coloquem só caches que valha a pena procurar. Coloquem-nas o melhor possível, o mais completas possível, o mais perto possível. Não as coloquem como se as abandonassem no primeiro lugar que se lembram.

Mas não só. De repente, vem-nos uma ideia excelente. Um lugar excepcional. Uma coisa de arromba. E parte-se em alta velocidade. Uns tempos depois faríamos a mesma coisa? Da mesma maneira? Não? Então provavelmente é má ideia. Digiram a ideia algum tempo. Se resistir à passagem do tempo na vossa cabeça, resistirá melhor à passagem do tempo no lugar escolhido.

A cache morreu? Deixou de ter piada? Envergonha o onwer, ou passou de moda? Não a abandones. Recolhe-a, guarda os log book, usa as prendas em outras caches. Dá-lhe uma morte condigna. Se havia enigmas, tarefas, qualquer coisa que a tornava única, quando a arquivares explica o que a tornava assim. Ninguém criticará e a maioria aplaudirá.

Não copies

Se o meu vizinho colocar uma cache excepcional no quintal é provável que no meu a minha não seja igualmente excepcional mas apenas uma imitação. Tantos sítios giros, tantas variações a explorar, tantas tarefas a conceber, tantas ideias mirabolantes e saiu logo uma fotocópia! Ou pior, varias fotocópias conforme se surripiam os taparueres da cozinha. Depois da original as outras são iguais, sem interesse, meras reedições de desinteressantes passeios. Ninguém acha piada, seria preferível fazer dois founds na original.

Sê claro

Qual é o objectivo?

Mostrar o sítio? Então procurar infrutiferamente e durante um dia inteiro a caixita deixa um ar de derrota no estômago. Acabamos por não desfrutar o sítio e por sentir a inevitável irritação que aparece sempre que se perde tempo inutilmente.

Moer a cabeça ao pessoal? Então expliquem isso. Inventem maneiras de explicar, ou não, isso. Não induzam em erro. Ou quando isso é inevitável então que seja por excesso, avisem. Arranjem maneira de avisar. É irritante, por exemplo, que alguém inadvertidamente leve crianças para um local onde se possam perder horas, seja perigoso, ou de difícil acesso, só porque não houve cuidado na descrição. Ou porque se não disse que havia tarefas envolvidas. Ou porque faltou qualquer coisa.

As duas coisas? Muito bem, mas se a tarefa é difícil é provável que as reacções sejam intensas. Calculem os riscos e não se admirem.

Geralmente a cache tem um objectivo, digam-no. Se não tem, digam na mesma.

Cumpre as regras

As regras são simples. Uma caixa, um GPS. Só! Depois disso estão por vossa conta. Mas a coisa é para ser feita por pessoas. Geralmente famílias. Provavelmente com crianças. Nos tempos livres. Por aí, procurando coisas expostas aos elementos. Por isso prendas ilegais, perecíveis, inconvenientes ou simplesmente de mau gosto, são escusadas. De resto, e dependendo da ideia, provavelmente o que estiver lá dentro até é secundário, acessório.

Há ajudas em termos de classificação e ícones específicos. Usem-nos. Quer seja para ajudar, quer para dificultar, utilizem as ferramentas disponíveis. Se soubermos a linhas com que nos cosemos participamos melhor do que se formos enganados.

Indiquem o local, a zona, a cidade mais próxima. Só eliminem informação se isso fizer parte do jogo. O resto pode parecer falta de cuidado ou mesmo desprezo. Se queremos que procurem as nossas caches não podemos desprezar quem se dispõe a isso. Se alguém quer jogar connosco lembrem-se que só jogam connosco se jogarmos também com eles.

Com tão poucas regras o mais difícil é fugir delas. Pode ser que alguém tenha intenção de torcê-las um pouco. Se sentirem necessidade disso, avisem. Nada pior que chegar a um sitio e descobrir que falta qualquer coisa. É possível que a ideia seja mesmo essa, mas avisem. Se a coisa é para fazer em 10 vezes, digam. Provavelmente quem descobrir isso da pior maneira terá tendência para ripostar, para refilar, ou no mínimo desistir. Efeitos contrários.

Todos gostamos, quase todos, de um bom desafio. Mas desafio é desafio, não é frustração. Quem procura uma cache nova, virgem, arrisca-se. Quem procura uma cache particularmente difícil, sabe o que o espera. Quem procura uma cache “normal” e encontra um engano, um erro, ou uma dificuldade inesperada, pode ter tendência a exprimir a sua frustração de forma mais veemente. Entra-se em questiúnculas por falta de cuidado, inadvertidamente. Não entrem.

Não inventes

O GPS é a peça fundamental do jogo. As suas indicações são (quase), imprescindíveis. Todo o cuidado é pouco com as coordenadas indicadas. Se por acaso o ponto Zero não for o local onde está a caixa, uma simples palavra e um obstáculo provavelmente difícil transforma-se uma particularidade do jogo.

Há varias opções para se ter maior certeza nas coordenadas que se dão. Se elas apontarem para o meio do Oceano Antárctico é de bom-tom que seja mesmo aquele o ponto correcto e não um engano. Se houver dúvidas, diminuam as possibilidades. Inventem em tudo menos na coordenadas.

A média de sucessivas leituras.

Várias medidas ao longo do tempo.

Várias medições por GPS diferentes.

O jogo, com tão poucas regras, é difícil mesmo por isso. Já não basta somar o erro do GPS do onwer ao do achador. Procurar pequenas coisas em locais mais ou menos difíceis, longínquos ou inacessíveis. Ainda há várias formas e feitios. Mais ou menos evidências, esconderijos, ou truques. O mesmo falta deles. Mau feitio, não ajuda, só complica. Divirtam-se!

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